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A Festa do Divino, uma das mais importantes da Igreja Católica
e, da cidade de Paraty, celebra a descida do Espírito Santo
sobre os discípulos de Jesus no dia de Pentecostes. No
calendário litúrgico, o dia de Pentecostes vem 50 dias após
a Páscoa.
Desde a era colonial, essa festa veio se transformando num
evento de rara beleza, com apresentação de folia, bando
precatório, Ladainhas da novena, Missas cantadas, leilão
de prendas, danças típicas, distribuição de doces para
as crianças, coroação do imperador, grande almoço que
acontece na véspera do grande dia de Pentecostes, para
todos os participantes da festa, entre outros atos que reforçam
nas pessoas sentimentos como o amor ao próximo e a
solidariedade.
A festa do Divino em Paraty requer um enorme e incansável
esforço de organização, que mobilizando a comunidade de
alto a baixo e cidades vizinhas, que nos apóiam e ajudam
para que tão importante festa aconteça com brilhantismo e
grande expressão de fé. Ela é uma relíquia do
Brasil antigo, por sua autenticidade e beleza, preservando
assim, tradições e valores. É por isso que a arquitetura
e as festas populares que Paraty tão bem guardou da era
colonial são hoje seu maior patrimônio.
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| Um
pouco da história e tradição |
Crer no Espírito Santo é crer na força enviada sobre nós e
anunciada por Jesus. Nunca o Espírito Santo faltou à comunidade,
embora nem sempre os cristãos tenham tomado consciência de sua
presença e de sua necessidade. Muitas vezes o Espírito Santo foi
esquecido, mas ele atua no silêncio e nos corações de cada um que
se abre ao amor.
A ação do Espírito Santo é silenciosa, dinâmica, é fermento
que nos surpreende e nos faz dizer e fazer coisas que nem imaginamos
e pensamos.
O Pentecostes foi chamado pelo Papa João Paulo II de “a
nova primavera do Espírito Santo”. A igreja é um jardim
e nele vão surgindo novas flores que são as novas comunidades
cristãs. Toda comunidade que surge, que se renova ou que desaparece
é por obra do Espírito Santo.
Então busquemos viver em Espírito e verdade e, confiantes,
peçamos: “Inunda-nos
Senhor com teu Espírito”.
Fonte
Páginas da Internet
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Criada no início do século XIV, em Portugal, pela rainha D.
Izabel, a Festa do Divino Espírito Santo foi introduzida no Brasil
pelos colonizadores no século XIV e é celebrada no sul fluminense
desde o século XVII.
Às 17:00h do domingo acontece uma festiva procissão, que
percorre as ruas da cidade levando em triunfo o símbolo do Divino
Espírito Santo acompanhado do Imperador, sua Corte, Banda de
Música, Folia do Divino e Coral da Paróquia.
À noite, em frente à Igreja Matriz, realiza-se um leilão de
prendas arrecadadas durante o ano.
O levantamento do Mastro, realizado pelo festeiro, que é um membro da
comunidade escolhido no término da Festa anterior, significa que a
partir daquele momento, o Santo está presente e que vai acontecer
uma festa.
A comunidade de Paraty conseguiu, nestes quatro séculos, preservar
sua tradição religiosa e folclórica, festejando e homenageando a
terceira pessoa da Santíssima Trindade, o Espírito Santo, com a
magia de seus rituais.
A bandeira da esmola, arrecada fundos para a realização da Festa.
Cinqüenta
dias após o Domingo da Ressurreição as comemorações da Festa do
Divino começam, dando início a 10 dias de grande devoção
religiosa e alegria profana.
Por promessa ou devoção, os católicos portando bandeiras
vermelhas com o símbolo do Divino Espírito Santo - uma pombinha
branca - percorrem todos os bairros da cidade, visitando
residências e tendo como patrocinadores de cada noite os moradores
ou as entidades de cada bairro, saindo, então, em procissão das
casas até a Igreja Matriz, onde são celebradas, durante nove dias,
as ladainhas.
As procissões saem às ruas diariamente, sempre portando bandeiras
e demonstrando a fé dos seus seguidores.
A Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios é decorada com
esmero.
O Domingo, último dia da Festa, dia de Pentecostes, homenageia o
Espírito Santo, que apareceu aos apóstolos de Cristo em forma de
línguas de fogo, cinqüenta dias após a Ressurreição.
Às 9:00h., uma festiva procissão sai da casa do Festeiro
conduzindo o Imperador, seus Vassalos e Guarda de Honra,
transladando pelas ruas da cidade o símbolo do Divino Espírito
Santo até a Igreja Matriz, onde às 10:00h., é celebrada
Missa Solene comemorativa ao Dia de Pentecostes, presidida pelo
bispo da região. Durante a cerimônia, jovens recebem o
Sacramento da Confirmação.
O último sábado da Festa do Divino é um dia especial, começa bem
cedinho com os festeiros providenciando uma distribuição de
alimentos aos mais carentes da comunidade.
Em seguida, sai da casa do Festeiro, uma procissão com as Bandeiras
acompanhada da Banda de Música e da Folia do Divino, em Bando
Precatório pelas ruas da cidade, arrecadando dinheiro para as
despesas da festa, que são muitas.
No sábado, às 19:30h., é realizada a última ladainha encerrando
a novena. Logo depois é celebrada Missa na Igreja Matriz. Findos os
atos religiosos, tem início outra cerimônia tradicional da Festa
do Divino Espírito Santo de Paraty, preservada pela comunidade: A
coroação do Imperador do Divino Espírito Santo. Vestidos em traje
de gala da época do Império, meninos, escolhidos pelo Festeiro,
acompanham o Imperador, formando sua corte: são os Vassalos e a
Guarda de Honra do Imperador.
Para o Imperador presidir as festividades da tarde do sábado, é
montado o Império do Divino - um palanque luxuoso com trono para o
Imperador e bancos para seus Vassalos que, sentados, assistem à
apresentação das danças típicas da região, outra preciosidade
das tradições folclóricas que ainda perduram em Paraty.
Um dos últimos momentos da festa é a passagem da Bandeira para o
próximo Festeiro, cerimônia que conta com a participação dos
Foliões do Divino e a presença do Imperador e da Corte.
Em Paraty, a Festa do Divino foi se transformando, se adaptando à
realidade local, mas conservando sempre suas características
religiosas de agradecimentos e promessas e também preservando seu
aspecto pagão de recreação e divertimento.
A Festa do Divino Espírito Santo de Paraty é a mais tradicional do
país, apesar da ação transformadora do tempo e da integração da
cidade e de seus habitantes com a cultura dos grandes centros do
país.
Uma grande queima de fogos de artifício põe um ponto final nas
comemorações da Festa do Divino Espírito Santo de Paraty.
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COROAÇÃO
DO IMPERADOR
Consta que a festa do
Divino Espírito Santo, como se conhece em Paraty, foi criada pela
Rainha Dona Isabel de Portugal, no ano de 1296, quando convidou o
clero, nobreza e povo para assistirem a Missa de Pentecostes.
Naquela ocasião, dentre os pobres que estavam presentes à cerimônia,
convidou-se o mais pobre para ocupar o lugar do rei, no trono, na
capela-mor. Ali o pobre ajoelhou-se e o bispo colocou-lhe sobre a
cabeça a coroa real, enquanto o povo cantava o hino: "Vinde
Espírito Criador". Depois das solenidades, foi oferecido
um bom almoço a todos, servido pela rainha e pelos nobres.
Nos anos seguintes, com autorização do rei, mandou-se fazer
coroas iguais à coroa do rei e em toda Portugal e colônias,
passou a se fazer, no dia de Pentecostes, cerimônias iguais a que
ali havia acontecido.
Este ato que se repete, através dos séculos, mantém este mesmo
significado: "Alguém é escolhido no meio do povo, para
ser o imperador. Não precisa ser rico, nem letrado. Depois da
coração, ele exerce suas funções imperiais para mostrar que,
qualquer um de nós pode, por mais humilde, simples e pobre,
exercer em sua comunidade uma liderança que possa conduzir este
povo a uma vida melhor, mais justa, mais digna e cristã! É uma
demonstração de que podemos, dentro da comunidade em que
vivemos, liderar e conduzir o povo de Deus à convivência
fraternal que Jesus pregou ao longo de sua doutrinação e que o
Divino Espírito Santo confirmou ao descer sobre os Apóstolos, na
Festa de Pentecostes, como nos contam os Atos dos Apóstolos".
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fonte: Livro Festa do Divino Espírito Santo em Paraty de Themilton
Tavares
fotos: PASCOM
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Esta devoção originou-se de uma exortação do Sumo Pontífice Leão
XIII. Com efeito, o mesmo Santo Padre, em um breve 5 de maio de 1895,
aconselhando os católicos a fazerem devotamento a novena do Espírito
Santo sugeria como fórmula de uma prece especial, a seguinte invocação,
que recomenda seja insistentemente repetida. |
“Enviai
o vosso Espírito e tudo será criado; e renovareis a face da terra”.
Ora, se
insistir numa prece quer dizer repeti-la muitas vezes, não há melhor
meio de se secundar a exortação de tão grande Pontífice do que compondo
com a referida invocação a corda que oferecemos à piedade dos fiéis, por
cujo meio poderemos também conseguir os preciosos e tão necessários dons
do Espírito Santo.
Modo
de recitar a coroa do Espírito Santo:
V.
Deus, vinde em nosso auxílio.
R.
Senhor, socorrei-nos e salvai-nos. Glória ao Pai...etc.
1º
Mistério: VINDE, ESPÍRITO
SANTO DE SABEDORIA,
desprendei-nos das coisas da terra e infundi-nos o amor e o gosto pelas
coisas do céu.
VINDE,
ESPÍRITO SANTO, ENCHEI OS CORAÇÕES DOS VOSSOS FIÉIS E ACENDEI NELES O
FOGO DO VOSSO AMOR, VINDE E RENOVAI A FACE DA TERRA.(Repete-se
7 vezes a mesma invocação e no fim esta outra a Maria):
Ó
MARIA QUE POR OBRA DO ESPÍRITO SANTO CONCEBESTES O SALVADOR, ROGAI POR NÓS.
2º
Mistério: VINDE, ESPÍRITO
DE ENTENDIMENTO,
iluminai a nossa mente com a luz da eterna verdade e enriquecei-a de
santos pensamentos.
VINDE,
ESPÍRITO SANTO, ENCHEI OS CORAÇÕES DOS VOSSOS FIÉIS E ACENDEI NELES O
FOGO DO VOSSO AMOR, VINDE E RENOVAI A FACE DA TERRA(7 vezes e 1
vez): Ó MARIA QUE POR
OBRA DO ESPÍRITO SANTO CONCEBESTES OS SALVADOR, ROGAI POR NÓS.
3º
Mistério: VINDE, ESPÍRITO
DE CONSELHO,
fazei-nos dóceis às Vossas inspirações e guiai-nos no caminho da salvação.
VINDE,
ESPÍRITO SANTO, ENCHEI OS CORAÇÕES DOS VOSSOS FIÉIS E ACENDEI NELES O
FOGO DO VOSSO AMOR, VINDE E RENOVAI A FACE DA TERRA(7 vezes e 1
vez): Ó MARIA QUE POR OBRA DO ESPÍRITO SANTO CONCEBESTES OS
SALVADOR, ROGAI POR NÓS.
4º
Mistério: VINDE, ESPÍRITO
DE FORTALEZA, dai-nos
força, constância e vitória nas batalhas contra os nossos espirituais
inimigos.
VINDE,
ESPÍRITO SANTO, ENCHEI OS CORAÇÕES DOS VOSSOS FIÉIS E ACENDEI NELES O
FOGO DO VOSSO AMOR, VINDE E RENOVAI A FACE DA TERRA(7 vezes e 1
vez): Ó MARIA QUE POR OBRA DO ESPÍRITO SANTO CONCEBESTES OS
SALVADOR, ROGAI POR NÓS.
5º
Mistério: VINDE, ESPÍRITO
DE CIÊNCIA, sede o
mestre de nossas almas e ajudai-nos a por em prática os Vossos santos
ensinamentos.
VINDE,
ESPÍRITO SANTO, ENCHEI OS CORAÇÕES DOS VOSSOS FIÉIS E ACENDEI NELES O
FOGO DO VOSSO AMOR, VINDE E RENOVAI A FACE DA TERRA(7 vezes e 1
vez): Ó MARIA QUE POR
OBRA DO ESPÍRITO SANTO CONCEBESTES OS SALVADOR, ROGAI POR NÓS.
6º
Mistério: VINDE, ESPÍRITO
DE PIEDADE, vinde
morar em nosso coração, tomai conta dele e santificai todos os seus
afetos.
VINDE,
ESPÍRITO SANTO, ENCHEI OS CORAÇÕES DOS VOSSOS FIÉIS E ACENDEI NELES O
FOGO DO VOSSO AMOR, VINDE E RENOVAI A FACE DA TERRA(7 vezes e 1
vez): Ó MARIA QUE POR OBRA DO ESPÍRITO SANTO CONCEBESTES OS
SALVADOR, ROGAI POR NÓS.
7º
Mistério: VINDE, ESPÍRITO
DE SANTO TEMOR DE DEUS,
reinai em nossa vontade e fazei que estejamos sempre dispostos a tudo
sofrer antes que vos ofender.
VINDE,
ESPÍRITO SANTO, ENCHEI OS CORAÇÕES DOS VOSSOS FIÉIS E ACENDEI NELES O
FOGO DO VOSSO AMOR, VINDE E RENOVAI A FACE DA TERRA(7 vezes e 1
vez): Ó MARIA QUE POR OBRA DO ESPÍRITO SANTO CONCEBESTES OS
SALVADOR, ROGAI POR NÓS.
fonte: Folheto da Festa do
Divino 1994
gifs animadas: páginas da internet
fotos: PASCOM
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