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Esta devoção foi introduzida em Portugal por religiosos franceses da Ordem Hospitalar da Santíssima Trindade, que estiveram em Lisboa no início do século XIII. A finalidade desta Ordem era a Redenção dos cativos no oriente e sua padroeira era Nossa Senhora dos Remédios. Esta confraria se espalhou pela Europa, especialmente na Península Ibérica. Até o século XVIII já havia libertado 900.000 prisioneiros. |
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Os irmãos da Santíssima Trindade trouxeram para o Brasil a mesma devoção, erguendo capelas em sua honra em várias províncias do Nordeste e nas regiões barrocas de Minas Gerais. No entanto, os santuários mais famosos se encontram em Paraty, São Paulo e Fernando de Noronha. |
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Em Paraty, no ano de 1646, Dona Maria Jácome de Melo doou a área situada entre os rios Perequê-açu e Patitiba para a construção do novo povoado exigindo que nele se construísse uma capela dedicada a Nossa Senhora dos Remédios, santa de sua devoção. Esta primeira capela foi demolida em 1668 e em seu lugar construída uma Igreja maior, de pedra e cal, obra que só terminou em 1712. Contava a nova Matriz com 7 altares, sendo duas capelas internas. Em 1787, por se a Igreja pequena para a população, cerca de 2.700 pessoas, iniciaram as obras de um novo templo em local perto da antiga Igreja. Esta obra por ser grandiosa, custou ao povo grande soma em dinheiro e, por falta de ajuda financeira, teve sua construção paralisada várias vezes. Custeou e administrou o final da obra a piedosa senhora Paratiense, Dona Geralda Maria da Silva, que por isto recebeu do Imperador Dom Pedro II o título de Dona do Paço.
A 7 de setembro de 1873 foi a igreja entregue ao culto público, precedendo à sua benção uma procissão em que se transladaram as imagens da Igreja de Santa Rita para a Matriz, costume que se conserva até hoje.
Transladação da Imagem de Nossa Senhora dos Remédios da Igreja de Santa Rita para a Igreja Matriz
Procissão no dia da Festa de Nossa Senhora dos Remédios
De estilo neoclássico, sobressai por sua imponência e, ao mesmo tempo, pela sobriedade e despojamento, característicos desse estilo, em que as grandes massas se contrapõem ao ritmo dos vãos.
Igreja de Nossa Senhora dos Remédios de Paraty
Destacam-se nesta Igreja a imponência da edificação, suas torres inacabadas, as imagens das antigas capelas, o retábulo das capelas internas do século XVIII,
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São dignos da especial atenção as imagens da Semana Santa, de vestir e de roca.Entre as imagens destacam-se a de Nossa Senhora dos Remédios, provavelmente adquirida na Espanha no século XIX, e as imagens da Via Sacra , todas em tamanho natural Um detalhe curioso são as torres inacabadas e o fundo da edificação por terminar. Acredita-se que isso aconteceu não só pela falta de recursos e mão-de-obra escrava, mas também porque a Igreja teria afundado, inclinando-se perigosamente para a frente, devido a inconsistência do terreno onde foi construída. A Matriz era a igreja freqüentada pela burguesia branca de Paraty. As irmandades do Santíssimo Sacramento, de Nossa Senhora dos Remédios de São Roque e de São Miguel das Almas já funcionaram ao lado da Confraria do Terço.
A única igreja existente na ilha de Fernando de Noronha é consagrada à Senhora dos Remédios, construída em estilo colonial português em 1737, logo depois da expulsão dos franceses. Fica próxima à sede do governo da Vila dos Remédios, sob a proteção, hoje simbólica, do forte do mesmo nome.
Igreja de Nossa Senhora dos Remédios em Fernando de Noronha |
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A festa de Nossa Senhora dos Remédios é uma festa secular que se realiza anualmente, no domingo anterior à Ascensão, na cidade de Tortosendo, em Portugal. Por ser uma celebração bem peculiar, com um histórico pitoresco, deter-nos-emos sobre a mesma, apresentando informações conseguidas na internet: |
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Os Tortosendenses continuam a ser ardorosos devotos, acorrendo em grande número à sua festa que se realiza, anualmente, no domingo anterior à Ascensão, situada num local bem aprazível e de onde se pode desfrutar um dos mais belos panoramas da região. Mas muitos são ainda aqueles que lembram, com saudade, o tempo em que a Festa de Nossa Senhora dos Remédios se realizava em quinta-feira da Ascensão, juntando a essa saudade uma certa mágoa pelo fato da festa ter mudado de dia, ainda antes da Ascensão ter deixado de ser dia santo de guarda, não encontrando assim justificação aceitável. Todavia, a celebração da Festa nesta data era uma situação excepcionalíssima no país, não era um direito adquirido pelos Tortosendenses, já que um dia destinado no calendário litúrgico cristão a uma celebração tão importante como a subida de Cristo ao Céu, não deveria ser partilhada com qualquer outra "para que não perdesse de forma alguma o seu brilho". Assim sendo, todos os anos algum tempo antes da Festa, ia o Prior de então, reverendo Padre Ardérius, com elementos da comissão das Festas, pedir uma autorização especial ao Senhor Bispo da Guarda, "com o argumento de que era tradição a realização da festa nesse dia" e, ano a ano, acedia o digníssimo Prelado, correspondendo, desta forma, ao desejo do povo do Tortosendo. Mas num determinado ano o senhor Prior, invocando "que a lei deveria ser cumprida que em algum ano havia que começar", resolveu não ir à Guarda e decidiu que a festa passasse para o domingo seguinte. Não aceitou bem a Comissão de Festas tal decisão e demitiu-se, não obstando, no entanto, a que a mesma se celebrasse, por iniciativa do Pároco. Estranhou o povo tal mudança e estranhou, mais ainda, o fato de, contrariamente ao que acontecera, os campos e pinhais à volta da Capela estarem vedados, argumentando os proprietários que "era dos usos e costumes da região que as sementeiras se iniciassem logo após a Ascensão", pelo que os trabalhos já haviam sido iniciados, nesse ano. Facilmente esta dificuldade foi ultrapassada nos anos seguintes, pois passou, então, a Festa a ocorrer, no domingo anterior à Ascensão, para que os romeiros pudessem merendar livremente nos campos e pinhais circundantes. Para dar "mais pompa e luzimento" à Festa de Nossa Senhora dos Remédios constituiu-se, cerca de 1940, uma Comissão que se compunha de um Juiz, um Tesoureiro, Gerentes e outros colaboradores e durante vários anos não sofreu grandes alterações. |
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Tinha a comissão a seu cargo, toda a organização da Festa e ainda um trabalho muito cuidadoso, o da "atualização automática do Caderno dos Mordomos e Mordomas de Nossa Senhora": havia a preocupação de inscrever imediatamente as crianças que nasciam ou aquelas outras pessoas que vinham de novo para o Tortosendo, sendo assim nomeados mordomos ou mordomas, chegando-se a 231 e 188 respectivamente, num total de 419, número bastante representativo. |
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Entretanto já perto da Festa, a Comissão enviava-lhes uma carta-circular, apelando à sua generosidade, de modo a angariar mais fundos. Alguns dias antes, era Nossa Senhora trazida da sua ermida, sem procissão, até à Igreja Paroquial, onde o andor era então, enfeitado com flores artificiais, sedas e cetins nas cores branca e azul, os quais haviam sido cuidadosamente guardados de um ano para outro. E era imediatamente a seguir à celebração da Missa da Hora que se dava início à única Procissão, com as imagens de Nossa Senhora e de S. José. Abriam-na dois altos e pesados estandartes, um de Nossa Senhora dos Remédios e outro do Santíssimo, cada um deles levado por um homem bem possante, coadjuvado por mais dois companheiros que, segurando em cordas que pendiam lateralmente do alto, os ajudavam a equilibrar, todos eles envergando as opas pertencentes à Comissão, que ficavam ao longo do ano à guarda do Juiz. Os Anjos espalhavam-se pela Procissão, mas sempre à frente da Nossa Senhora. Atrás deste andor seguiam pessoas com suas ofertas de: galinhas, coelhos, pombos, pães-de-ló que "eram dadas pelas pessoas que viviam bem e por todas as que faziam promessas por doenças, quando os filhos iam para a tropa ou por qualquer afronta". Também já se cumpriam promessas indo descalço ou levando velas da altura respectiva. "A procissão do dia era assim imponente". Na Capela havia missa cantada com três padres e sermão, e fazia-se a leitura dos nomes dos mordomos e mordomas. Somente em plena segunda Guerra, e com a intenção muito especial de se pedir pela paz, é que se resolveu fazer uma Procissão das Velas, à noite, na véspera da festa, tendo vindo Nossa Senhora em procissão o que aconteceu pela primeira vez, mas veio afinal a tornar-se na expressão máxima da devoção a Nossa Senhora. Nessa ocasião, e pela primeira vez, "o andor foi enfeitado com flores naturais (exclusivamente novelos)" que se pediram em várias casas. Nesta Procissão as senhoras vinham em duas filas, com velas e terminava com o andor de Nossa Senhora e os homens, em grande número seguiam atrás cantando.
Rogai por nós!" Fonte:. Páginas da Internet e. Paraty Roteiro do Visitante por Diuner Mello
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