CAMPANHA MISSIONÁRIA 2008

 



Vida para Todos os Povos!

 

O mês de outubro é o Mês das Missões. Nele queremos refletir com especial enfoque no nosso compromisso de discípulos missionários até os confins do mundo.

Desde 1926, com a instituição do Dia Mundial das Missões pelo Papa Pio XI, intensificou-se em toda a Igreja, e em todas as Igrejas particulares, o apelo a renovar e direcionar o próprio ardor e vida missionária para além das próprias fronteiras, em dimensão universal. A 5ª Conferência do Celam, por sua vez, realizada em Aparecida, SP, em maio de 2007, fez um apelo forte, no sentido de que toda a Igreja, todos os batizados, se tornem discípulos-missionários de Jesus Cristo.

A Campanha Missionária no Brasil, costuma retomar a Campanha da Fraternidade (CF), dando-lhe roupagem missionária: "Escolhe, pois, a Vida" (Dt 30,19), foi o lema da CF 2008; Vida para Todos os Povos é o tema da  CM 2008. Tudo isso, em Continuidade   com  o  2°

gresso Missionário Nacional, realizado em Aparecida, SP, de 1° a 4 de maio, que teve como tema Do Brasil de Batizados ao Brasil de Discípulos-Missionários Sem-Fronteiras e, lema, Igreja no Brasil: Escuta, Segue e Anuncia, e com o 3° Congresso Missionário Americano (CAM 3-Comla 8), realizado em Quito (Equador), de 12 a 17 de agosto, com a participação de 130 delegados do nosso país. São propostas e eventos que nos estimulam incitam a novo vigor e ardor missionário.

O Dia Mundial das Missões, momento culminante da Campanha Missionária, é a ocasião da colaboração concreta de todos os católicos do mundo inteiro para com a Missão universal. É sempre no penúltimo domingo de outubro, que neste ano, cairá no dia 19. A colaboração dos brasileiros em 2007 apoiou inúmeros projetos missionários no Brasil, Índia, Ruanda, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, República Democrática do Congo, Malavi, Etiópia, Indonésia, Timor Leste, Filipinas e Equador.

O Dia Mundial das Missões

O Dia Mundial das Missões, organizado pela Obra da Propagação da Fé (POM), é o dia reservado aos católicos de todo o mundo para especial colaboração pessoal na ação missionária da Igreja, mediante contribuição financeira, oração e sacrifício.

Anualmente, o Dia Mundial das Missões é celebrado no penúltimo domingo de outubro. Nas palavras do Papa João Paulo II, "o Dia Mundial das Missões, orientado à sensibilização para a questão missionária, mas também para a coleta de fundos, constitui momento importante na vida da Igreja, porque ensina como dar a contribuição: na Celebração Eucarística, ou seja, como oferta a Deus, e para todas as Missões do mundo" (cf. Redemptoris Missio 81).

O Papa João Paulo II falou do Fundo Universal de ajuda da Obra da Propagação da Fé como um "fundo central de solidariedade". Em Mensagem preparada para o Dia Mundial das Missões, o Papa disse: "A oferta coletada será destinada ao fundo central de solidariedade a ser distribuído pela Obra da Propagação da Fé, em nome do Papa, às Missões e missionários de todo o mundo."

Cada ano crescem as necessidades da Igreja Católica nas Missões, com a constituição de novas dioceses; abertura de novos seminários, devido ao crescimento do número de jovens que acolhem o chamado de Cristo a segui-Lo como sacerdotes; regiões destruídas por guerras ou fenômenos naturais, que devem ser reconstruídas; regiões por longo tempo fechadas à evangelização e que agora se abrem para ouvir a mensagem de Cristo e da Sua Igreja. É por isto que a participação e o comprometimento dos católicos de todo o mundo é tão urgente e necessário.

Cerca de 1,1 mil dioceses de Missão recebem regularmente assistência anual dos fundos recolhidos. Além disto, essas dioceses apresentam à Congregação para a Evangelização dos Povos pedidos de ajuda, entre outras necessidades, para catequese, seminários, trabalhos das comunidades religiosas, meios de comunicação e transporte, construção de capelas, igrejas, orfanatos e escolas. Essas necessidades são providas com as doações arrecadadas cada ano. Os diretores nacionais das POM decidem, em votação, pela melhor utilização desses recursos, considerando as maiores necessidades. Depois os subsídios são distribuídos a projetos da Missão pelo mundo afora.


A origem do Dia Mundial das Missões

Em 1922 foi eleito Papa o Cardeal Arcebispo de Milão (Itália) Achille Ratti, que tomou o nome de Pio XI (1922-1939). Seu ardor missionário era conhecido de todos e esperava-se dele grande impulso para a Missão. Logo em 1922 constituiu as Pontifícias Obras Missionárias, recomendando-as como instrumento principal e oficial da Cooperação Missionária de toda a Igreja. Estimulou a criação de novas Missões e ordenou os primeiros bispos indianos (1923) e chineses (1926). No Ano Santo de 1925, abriu no Vaticano uma Exposição Missionária Mundial e, no ano seguinte (1926), publicou uma Encíclica sobre as Missões, Rerum Ecclesiae, na qual reafirmava a importância dos objetivos missionários programados no início do seu pontificado.



A idéia de um Dia das Missões em esfera mundial nasceu no Círculo Missionário do Seminário Arquidiocesano de Sássari (Sardenha, Itália). De 14 a 16 de maio de 1925, o Círculo Missionário organizou um tríduo missionário, com a participação do arcebispo, que suscitou muita animação. No ano seguinte, de 17 a 20 de março de 1926, repetiu-se a celebração. Na ocasião, chegou de Roma Mons. Luigi Drago, Secretário da Sagrada Congregação de Propaganda Fide (atual Congregação para a Evangelização dos Povos, do Vaticano). Os seminaristas pediram-lhe que propusesse ao Papa Pio XI a celebração de um Dia todo dedicado às Missões, como se fazia na Universidade do Sagrado Coração. Mons. Drago prometeu que falaria com o Papa a respeito. E, de Roma, mandou dizer que o Papa havia enviado uma resposta ao pedido: "Esta é uma inspiração que vem do céu."

De fato, no final de março de 1926, realizou-se a Plenária do Conselho Superior Geral da Obra, já Pontifícia, da Propagação da Fé. Naquela ocasião, decidiu-se pedir oficialmente ao Papa Pio XI "a instituição em todo o mundo católico de um Dia de oração e de ofertas em prol da propagação da Fé". Em 14 de abril de 1926, a Congregação dos Ritos comunicava que o Santo Padre havia concedido o pedido. Seria celebrado anualmente no penúltimo domingo do mês de outubro.


Uns anos antes, Pio XI fizera um gesto surpreendente e profético: na Solenidade de Pentecostes de 1922, interrompeu sua homilia e, em meio a impressionante silêncio, tomou seu solidéu, fazendo-o passar entre a multidão de bispos, presbíteros e fiéis na Basílica de São Pedro, no Vaticano, enquanto pedia a toda a Igreja ajuda para as Missões.

O primeiro Dia Mundial das Missões foi celebrado em 1927. Em 19 de outubro de 1985, o Papa João Paulo II lembrava a origem do Dia Mundial das Missões, falando aos fiéis da Igreja de Sássari, durante sua viagem pastoral à Sardenha.

 

Santa Teresinha de Lisieux
Padroeira das Missões há 80 anos

"A 14 de dezembro de 1927, em resposta a pedidos provenientes do mundo inteiro, o Papa Pio XI proclamou Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face, humilde carmelita, Padroeira das Missões, como São Francisco Xavier. (...) Todos os fiéis, seguindo os passos de Santa Teresa de Lisieux, .../... a exemplo das primeiras comunidades cristãs, devem ter incessantemente a preocupação da Missão, para que Cristo seja em toda a parte conhecido e amado".

Teresinha, "sem nunca ter saído do seu Carmelo, com a sua oração contemplativa e com a correspondência mantida com sacerdotes, o Pe. Bellière e o Pe. Roulland, viveu à sua maneira um autêntico espírito missionário, acompanhando cada um no seu serviço ao Evangelho e dando ao mundo um novo caminho espiritual, que lhe ganhou o título de Doutora da Igreja, há precisamente dez anos. Depois de Pio XII até aos nossos dias, os Papas não deixaram de recordar o vínculo entre oração, caridade e ação na Missão da Igreja, para que, como ressaltava também o Concílio Vaticano II, ´o mundo inteiro seja totalmente transformado em Povo de Deus, Corpo do Senhor e Templo do Espírito Santo´ (Lumen Gentium, 17)."

OBS: Os pais de Santa Teresinha serão beatificados no próximo dia Mundial das Missões, dia 19 de outubro de 2008.
 Santa Teresinha do Menino Jesus, co-padroeira mundial das Missões, também foi proclamada doutora da Igreja por João Paulo II em um Dia Mundial das Missões, em 19 de outubro de 1997.

(Papa Bento XVI, Carta para o Ano da Missão em Lisieux)

Oração Missionária 2008

Senhor nosso Deus,
Enviastes ao mundo Vosso Filho,
Como luz para todos os povos.
Nós Vos bendizemos
Pelos missionários e missionárias
Que proclamam o Evangelho da Vida.
Derramai sobre eles Vosso Espírito de amor,
Para que permaneçam fiéis no ardor missionário,
Até que em todas as nações se consolide
Um novo céu e uma nova terra.
Por Cristo, nosso Senhor.   
                                                                  Amém.














 Mensagem do Papa Bento XVI
para o Dia Mundial das Missões de 2008

Servos e Apóstolos de Jesus Cristo
Prezados irmãos e irmãs,

Por ocasião do Dia Mundial das Missões, eu gostaria de convidar-vos a refletir na permanente urgência de anunciar o Evangelho também neste nosso tempo. O mandado missionário continua a ser prioridade absoluta para todos os batizados, chamados a ser "servidores e apóstolos de Jesus Cristo" neste início de milênio. O meu venerável predecessor, o Servo de Deus Paulo VI, já afirmava na Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi que "evangelizar é a graça, a vocação própria da Igreja, a sua identidade mais profunda"  (n° 14). Como mo-

delo deste empenho apostólico, gosto de indicar especialmente São Paulo, o Apóstolo das Nações, já que neste ano celebramos um jubileu especial dedicado ele. É o Ano Paulino, que nos oferece a oportunidade de nos familiarizarmos com esse notável apóstolo, que teve a vocação de proclamar o Evangelho aos povos não-cristãos, conforme o que o Senhor lhe havia dito: "Vai! É para longe, para os pagãos que vou te enviar" (At 22,21). Como não colher a oportunidade oferecida por este jubileu especial às Igrejas locais, às comunidades cristãs e a cada um dos fiéis para propagar até os últimos confins do mundo o anúncio do Evangelho, "força salvadora de Deus para tudo aquele que crê" (Rm 1,16)?

1. A humanidade precisa de libertação

A humanidade precisa ser libertada e redimida. A própria criação, diz São Paulo, sofre e nutre a esperança de entrar na liberdade dos filhos de Deus (cf. Rm 8,19-22). Essas palavras são verdadeiras também no mundo de hoje. A criação sofre. A humanidade sofre e espera a verdadeira liberdade, espera um mundo diferente, melhor; espera a "redenção". E no fundo sabe que este novo mundo esperado supõe um novo homem, supõe "filhos de Deus". Vejamos mais de perto a situação do mundo de hoje. O panorama internacional, se por um lado apresenta prospectivas de desenvolvimento econômico e social promissor, por outro lado oferece à nossa atenção algumas fortes preocupações quanto ao que diz respeito ao próprio futuro do ser humano. A violência, em não poucos casos, marca as relações entre os indivíduos e povos; a pobreza oprime milhões de indivíduos; discriminações e, às vezes, até perseguições por motivos raciais, culturais e religiosos, impelem tantas pessoas a fugirem dos seus países, para buscar refúgio e proteção em outros lugares; o progresso tecnológico, quando não tem como fim a dignidade e o bem do ser humano, nem se articula para um desenvolvimento solidário, perde o seu potencial de fator de esperança, e até corre o risco de agravar desequilíbrios e injustiças já existentes. Existe também uma constante ameaça no que diz respeito à relação homem-meio-ambiente, devido ao uso indiscriminado das fontes, com repercussões na própria saúde física e mental do ser humano. O futuro do ser humano é ainda colocado em risco pelos atentados à sua vida, atentados que assumem várias formas e modalidades.

Diante desse horizonte, "sentimos o peso da inquietação, atormentados entre a esperança e a angústia" (Constituição Pastoral Gaudium et Spes, 4) e, preocupados, perguntamo-nos: o que acontecerá com a humanidade e com a criação? Existe esperança para o futuro, ou melhor, a humanidade tem futuro? E como será esse futuro? A resposta a estas perguntas vêm para nós, crentes, do Evangelho. É Cristo o nosso futuro, e, como eu escrevi na Carta Encíclica Spe Salvi, o seu Evangelho é comunicação que "muda a vida", dá esperança, escancara a porta escura do tempo e ilumina o futuro da humanidade e do universo (cf. n° 2).


São Paulo sabia bem que só em Cristo a humanidade pode encontrar redenção e esperança. Por isso sentia como urgente e obrigatória a missão de anunciar "a promessa da vida que há em Cristo Jesus" (2Tm 1,1), "nossa esperança" (1Tm 1,1), para que todos os povos pudessem participar da mesma herança e serem "beneficiários da mesma promessa, no Cristo Jesus, por meio do Evangelho" (cf. Ef 3,6). Tinha consciência de que, sem Cristo, a humanidade fica "neste mundo", sem "esperança nem Deus verdadeiro" (Ef 2,12): "sem esperança, porque sem Deus" (Spe Salvi, 3). Com efeito, "quem não conhece Deus, mesmo podendo ter inúmeras esperanças, no fundo não tem esperança, sem a grande esperança que sustém toda a vida (Ef 2,12)" (ivi, 27).

2. A Missão é questão de amor

É, portanto, um dever obrigatório para todos anunciar Cristo e a sua mensagem de salvação. "Ai de mim", disse São Paulo, "se eu não anunciar o Evangelho!" (1Cor 9,16). No caminho de Damasco, ele experimentou e compreendeu que a Redenção e a Missão são obra de Deus e do seu amor. O amor de Cristo levou-o a percorrer as estradas do Império Romano como arauto, apóstolo, pregoeiro, mestre do Evangelho, do qual se proclamava "embaixador algemado" (Ef 6,20). A caridade divina fez dele "tudo para todos, para salvar a todo custo alguns" (1Cor 9,22). Olhando a experiência de São Paulo, entendemos que a atividade missionária é uma resposta ao amor com o qual Deus nos ama. O seu amor redime-nos e estimula-nos para a Missão "ad gentes" [de primeiro anúncio aos povos não cristãos]; é a energia espiritual capaz de fazer crescer na família humana a harmonia, a justiça, a comunhão entre as pessoas, raças e povos, à qual todos aspiramos (cf. Deus Caritas Est, 12). É, portanto, Deus, que é Amor, que guia a Igreja até as fronteiras da humanidade e chama os evangelizadores a saciarem-se "daquela primeira e originária fonte que é Jesus Cristo, de cujo coração ferido emana o amor de Deus" (Deus Caritas Est, 7). Só dessa fonte podem-se tirar a atenção, a ternura, a compaixão, o acolhimento, a disponibilidade, o interesse pelos problemas do povo, e as outras virtudes necessárias aos mensageiros do Evangelho, para deixarem tudo e dedicarem-se completamente e incondicionalmente a espalhar pelo mundo o perfume da caridade de Cristo.

3. Evangelizar sempre

Enquanto continua sendo necessária e urgente a primeira evangelização em não poucas regiões do mundo, escassez de clero e falta de vocações afligem hoje várias dioceses e institutos de vida consagrada. É importante insistir em que, apesar da presença de crescentes dificuldades, o mandado de Cristo para evangelizar todos os povos continua sendo prioridade. Nenhuma razão pode justificar uma diminuição ou estagnação, uma vez que "o mandado de evangelizar todas as pessoas constitui a vida e a missão essencial da Igreja" (Paulo VI, Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi, 14). Missão que "ainda se encontra nos inícios e a cujo serviço devemos dedicar todas as forças" (João Paulo II, Encíclica Redemptoris Missio, 1). Como não pensar aqui no macedônio que, aparecido em sonho a Paulo, gritou "Vem à Macedônia e ajude-nos!"? Hoje são inúmeros os que esperam o anúncio do Evangelho, os que têm sede de esperança e de amor. Os que se deixam tocar em profundidade por esse pedido de ajuda que se levanta da humanidade deixam tudo por Cristo e transmitem aos homens e mulheres o amor a Ele (cf. Spe Salvi, 8)!

4. Ai de mim, se eu não evangelizar (1Cor 9,16)

Prezados irmãos e irmãs, "duc in altum" [vai mar adentro]! Adentremo-nos no vasto mar do mundo, e, seguindo o convite de Jesus, lancemos sem temor as redes, confiantes na sua constante ajuda. Lembra-nos São Paulo que não é uma honraria pregar o Evangelho (cf. 1Cor 9,16), mas uma tarefa e uma alegria. Prezados irmãos Bispos, seguindo o exemplo de Paulo, cada um se sinta "prisioneiro de Cristo para os gentios" (Ef 3,1), sabendo que pode contar nas dificuldades e nas provas com a força que nos vem d´Ele. O Bispo não é consagrado só para a sua diocese, mas para a salvação do mundo todo (cf. Encíclica Redemptoris Missio, 63). Como o apóstolo Paulo, é chamado a dirigir-se aos distantes que ainda não conhecem Cristo, ou ainda não experimentaram seu amor libertador; é seu empenho tornar missionária toda a comunidade diocesana, contribuindo de bom grado, segundo suas possibilidades, com o envio de presbíteros e leigos a outras Igrejas, para o serviço de evangelização. A Missão "ad gentes" torna-se assim o princípio unificador e convergente de toda a sua atividade pastoral e caritativa.

Vós, prezados presbíteros, primeiros colaboradores do Evangelho, sede pastores generosos e evangelizadores entusiastas! Nessas últimas décadas, não poucos de vós, fostes para territórios de Missão na linha da Encíclica Fidei Donum, cujo 50° aniversário acabamos de comemorar, e com a qual o meu venerável predecessor, o Servo de Deus Pio XII, deu impulso à cooperação entre as Igrejas. Confio que não diminua essa tensão missionária nas Igrejas locais, apesar da escassez de clero que aflige não poucas delas.

E vós, prezados religiosos e religiosas, marcados, por vocação, por uma forte conotação missionária, levais o anúncio do Evangelho a todos, especialmente aos distantes, mediante o testemunho coerente de Cristo e o seguimento radical do seu Evangelho.

Na difusão do Evangelho sois chamados a tomar parte, de maneira sempre mais relevante, todos vós, prezados fiéis leigos, que atuais nos diversos âmbitos da sociedade. Abre-se assim diante de vós um complexo e multiforme areópago a ser evangelizado: o mundo. Testemunhai com a vossa vida que os cristãos "pertencem a uma nova sociedade, rumo à qual estão a caminho, e que, na sua peregrinação, é antecipada" (Spe Salvi, 4).

5. Conclusão

Prezados irmãos e irmãs, que a celebração do Dia Mundial das Missões vos encoraje a todos a tomar renovada consciência da urgente necessidade de anunciar o Evangelho. Não posso não destacar com vívido reconhecimento a contribuição das Pontifícias Obras Missionárias para com a ação evangelizadora da Igreja. Agradeço-as pelo apoio que oferecem a todas as comunidades, especialmente às mais jovens. Elas são um válido instrumento para animar e formar missionariamente o Povo de Deus, e alimentam a comunhão de pessoas e bens entre as diversas partes do Corpo Místico de Cristo. A coleta que no Dia Mundial das Missões é feita em todas as paróquias seja sinal de comunhão e de solicitude recíproca entre as Igrejas. Seja, enfim, intensificada sempre mais no povo cristão a oração, indispensável meio espiritual para difundir entre todos os povos a luz de Cristo, luz que ilumina "as trevas da história" (Spe Salvi, 49). Ao confiar ao Senhor o trabalho apostólico dos missionários, das Igrejas espalhadas pelo mundo e dos fiéis empenhados em diversas atividades missionárias, invocando a intercessão do apóstolo Paulo e de Maria Santíssima, "Arca da Aliança Viva", Estrela da Evangelização e da Esperança, envio a todos a Bênção Apostólica.

Vaticano, 11 de maio de 2008
Solenidade de Pentecostes

Benedictus PP. XVI

 

 

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